quarta-feira, 30 de junho de 2010

Gostava Tanto de Você

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Olha eu aqui de novo!


De cabelinho cacheado...

Fim e recomeço

Depois de um amor acabado a vida continua a exigir de nós, apesar de tudo o que vivemos.
O Sol nasce todos os dias independente do nosso sofrimento e, abrir a janela pela manhã nos coloca em contato com outras realidades.
Não existimos sozinhos neste universo, portanto continuamos e como viciados em uma droga muito forte, o período de abstinência é uma parte do processo, depois é viver um dia após o outro sem ceder à tentação de telefonar, chamar, gritar, procurar, perguntar...
Então tudo vira calma, tudo fica insosso e quando menos se espera aparece um novo olhar, um novo sorriso, uma nova possibilidade de amar.
Será que seremos capazes, de amar outra vez?
Será que não existe a opção de viver sem amar?
Ora, só gostar e respeitar já dá conta, será?
Não quero pensar, para isso existem os poetas: “Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio. Mais vale passar silenciosamente,
E sem desassossegos grandes.
Sem amores...”
Certo é dizer que sem um fim definitivo jamais seremos felizes no recomeço.

Dando tempo

Tanto tempo passou...Não imaginava conseguir sobreviver tanto tempo sem você.
Quantos dias e noites sozinha, imaginando onde você estaria, sentindo seu cheiro trazido pelo sopro da saudade, me amando sozinha tentando entender porque meu prazer não te cabia. Você sempre coube em mim!
Cometi tantos desatinos, andei vagando pela madrugada desafiando o que pra mim sempre foi sagrado. Nas encruzilhadas gritei seu nome, ouvi muitas gargalhadas, na beira do mar chorei e pedi às águas que te trouxessem de volta, as ondas quebraram na praia silenciosas...
Noites sem dormir, tantas vezes quis desistir de viver sem você, mas nada do que fiz para tocar sua emoção foi possível, tudo em vão.
Hoje ouço as mesmas canções sem sofrer, olho seus olhos sem falta ou dor, sem desejo ou vontade. Tudo é tão triste, tanto amor, tanto querer bem, tanto desejo, tudo acabado, jogado no buraco negro de um universo de sonhos fracassados.

Opanijé- Valeu Zumbi (Blackitude 40 Graus// Part Heider do RBF)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Desejo a você…

Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade

Inconfesso Desejo

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo

Carlos Drummond de Andrade

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

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