Hoje acordei pensando
nos sonhos, nos desejos, nos milagres, que a gente deseja ver acontecer durante
a vida e como eles efetivamente se darão, na forma como nos ensinaram a ser
delicadas, a obedecer, a nos anular diante do super homem que na realidade
aparecem ao longo de nossa existência como os aventureiros, interesseiros,
aproveitadores insensíveis, os lobos em pele de cordeiro.
Chega um momento que
uma avaliação profunda do nosso papel nessa sociedade masculina e economicista se
faz urgente, importante entender o nosso verdadeiro papel nessa loucura social.
Lembrar-se de onde viemos e o caminho trilhado até aqui: de escravas, trocadas
e vendidas por qualquer coisa ou tostão, à mulherzinha dona de casa e cuidadora
de filhos, plantações e animais.
Tanta luta, tantos direitos conquistados a ferro e fogo,
tantas mortes, tantas frustrações, tantas perdas significativas e muito
sofridas até chegarmos ao direito ao voto, à Presidência da república,
Reitorias, Coordenadorias, Chefias, Diretorias, Congressos e Câmaras, mercado
de trabalho descente, graduações, Mestrados e Doutorados, nós nem sabemos onde
chegaremos, pois descobrimos que podemos muito.
Em pleno século XXI e
essa semana ouvi de um homem: “tudo o que nós queremos é possuir uma mulher que
seja para nós uma mãe e uma puta”, me senti andando em círculos, correndo atrás
do nada, sem chão mesmo, desejei me aconselhar com Frida Kalo, Isabela, Pagu,
Maria, Diva, Gisélia, Evita, Zélia, Dilma e tantas outras super mulheres que
conheci ao longo da história, os nossos
algozes ainda não aprenderam a serem parceiros e companheiros como nós sonhamos
e desejamos, o que fazer? Temos uma essência que precisa ser preservada, mas
temos uma força que nos impulsiona e que ameaçam esses pobres seres masculinos,
que com nosso crescimento se limitaram a ficar “à beira do caminho” e pior, torcendo
para nos ver tombando e caindo, alguns seguram visíveis cordões que laçam
mulheres desavisadas, essas passarão toda a vida “dormindo com o inimigo”, sem
entenderem porque as coisas não aconteceram...
Sei dos rótulos que receberei
ao lerem esse texto: feminista, radical, lésbica, bissexual... Mas eu sei quem
sou o que sofro e o que ainda terei de sofrer para viver e buscar crescer num
mundo masculino, onde a maioria das mulheres é machista, a sociedade torce a
cara porque optei por viver sem homem do lado e criar meus filhos sozinha e
coincidentemente, até meus cachorros são fêmeas.
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